quarta-feira, 21 de setembro de 2011

O Futuro da Amazônia

Os Efeitos das Alterações Climáticas

E aí pessoal! Vou tentar escrever organizadamente tudo o que foi estudado durante o 2° e 3° bimestre. é muita coisa, então se ficar meio bagunçado, saibam que não foi por falta de empenho (!).


Para começar, vamos relembrar as alterações que o clima amazônico vai sofrer:

Aumento de 4°C A 5°C na temperatura;

Diminuição de 2 a 4 mm/dia nas precipitações.

A Amazônia, internacionalmente, é classificada como rainforest (floresta de chuvas). Isso indica a importância que as grandes quantidades de chuva têm para o bioma: elas controlam o fluxo dos rios, regulam as temporadas de cheia e baixa, mantém o ambiente úmido; etc.

Diminuindo-se a quantidade de chuvas, o principal efeito a ser notado é a alteração nos ciclos de cheias e baixas dos rios amazônicos. Estes ciclos têm grande importância para a biodiversidade na floresta, pois a área que é inundada durante as cheias (conhecida como várzea) é uma das mais ricas em biodiversidade.

Quando o nível dos rios sobe, eles encharcam a terra ao redor com uma água rica em material orgânico decomposto e sais minerais. Logo, essa terra oferecerá mais nutrientes para as plantas que ali se desenvolverem.

Com muita vegetação bem desenvolvida, essas regiões também são atraentes para diversos animais herbívoros; pois há grande oferta de alimento. Folhas verdejantes, mais frutos como a uvaia, e água sempre próxima tornam a região de várzea um local com muitos animais herbívoros.

E onde há herbívoros, há carnívoros. Onças-pintadas, panteras e jacarés caçam na várzea durante o período de baixa, devido ao grande número de presas encontrado na região.

Porém a área de vázea é diretamente ligada ao volume dos rios e, portanto, à quantidade de chuva. Com menos chuva, os rios inundarão áreas cada vez menores; e a riqueza de biodiversidade nas várzeas diminuirá.

Outras áreas da floresta também serão afetadas pela falta de chuvas. Por exemplo, a região conhecida como Alta Floresta. As regiões mais elevadas da planície Amazônica são classificadas como alta floresta. Nela, não há inundação e os rios estão mais distantes.

As maiores árvores amazônicas, como a castanheira que chega a 60m de altura, estão na alta floresta. Estas espécies dependem muito da umidade do solo, pois seu consumo de água é alto, e suas folhas grandes (latifoliadas) perdem umidade facilmente em caso de seca.

A sobrevivência da vegetação na alta floresta depende da grande quantidade de chuva, pois não há rios para irrigá-la. Como as espécies não estão adaptadas à seca, é prevista uma grande devastação nessa área da floresta.

Com muitas árvores mortas, a deposição de material orgânico (folhas, frutos, cascas etc) é reduzida. Isso torna o solo mais pobre do que já é. Isso mesmo, o solo amazônico é um dos mais pobres que há: formado por um processo de sedimentação, é arenoso e com poucos nutrientes.

Apenas uma fina camada de nutrientes está presente, e tem origem na própria floresta. Se essa camada diminuir, ainda mais plantas morrerão. Este é um bom exemplo de como tudo em um ecossistema está ligado.

Devido às copas densas, o solo amazônico recebe pouca luz solar. Há pouca vegetação rasteira, e por isso a maioria dos animais na Alta Floresta vive nas árvores, de 30 a 50 metros de altura. O que ocorre a esses animais com a morte das árvores que são seu hábitat? provalvelmente, muitas espécies não vão se adaptar à vida no solo, com mais concorrência pelo pouco alimento que sobrar, e mais vulneráveis aos predadores; e serão extintas.
O nome dado pelos especialistas ao processo que foi explicado aqui é Savanização, ou seja, transformação em savana. Apesar de as savanas serem também um bioma importante e rico em biodiversidade, não é possível compará-las à Floresta Amazônica em termos de riqueza de fauna e flora.

Portanto, as ações das grandes indústrias na China ou da frota de veículos SUV dos Estados Unidos estão influenciando o clima amazônico, que influencia as chuvas, que afetam as várzeas e as árvores, que fertilizam o solo e são o hábitat de espécies muitas vezes raras e endêmicas (só existe naquele lugar).

É fácil, olhando assim, perceber como tudo está interligado; e como ninguém vai "escapar" das consequências do Aquecimento Global. Estamos todos juntos nessa; Brasil, ou Estados Unidos, ou Indonésia ou qualquer outro país. O futuro do planeta depende das ações de todos.
Assim concluímos a nossa pesquisa sobre o impacto das alterações climáticas na Floresta Amazônica. Agora, iniciaremos o Experimento Amazônia (depois que acabarem todas as provas...)

Clima da Amazônia


Para avaliarmos um possível impacto das alterações climáticas sobre a Floresta Amazônica, devemos antes conhecer as características de seu clima natural.


O clima predominante na região amazônica é o Equatorial:

Clima Equatorial :

quente e úmido;

baixa amplitude térmica (<4°c)

temperatura média: 24°C a 28°C

chuvas: convectivas (surgem a partir da evaporação), >2000mm anuais.

massa de ar: mEc (massa equatorial continental)

Com o aquecimento global, esse cenário deve mudar. Somando-se às médias de temperatura mais altas, é prevista uma diminuição nas chuvas na região; como o gráfico abaixo comprova:

O gráfico é a previsão para o ano de 2050. A medida na escala está em mm/dia. Para comparação, a média da Amazônia está em torno de 5,4 mm/dia.

O próximo gráfico é a previsão, também para 2050, da temperatura média anual. A escala está em °C. Para comparação, a temperatura média atual da Amazônia é de 27°C:
Com isso, concluímos esse post. No próximo, veremos o que essas previsões significam para o futuro da biodiversidade amazônica.





fonte: http://www.google.com.br/

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